Manuela Machado |
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| Maria Manuela Machado, nasceu próximo de Viana do Castelo, em 09/08/1963. Desde muito cedo, ingressou no Sporting de Braga, onde, integrada numa super equipa ( Conceição Ferreira, Albertina Machado, Rosa Oliveira,...) foi várias vezes vencedora da Taça dos Campeões Europeus de Corta-Mato. | ||
| O cansaço de Manuela e a alegria de
Sameiro Araújo após mais uma vitória na taça dos
Campeões Europeus. À direita, Ana Moreira, Conceição Ferreira, Albertina Machado, Manuela Machado e Rosa Oliveira.(1987) |
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As Grandes Vitórias Individuais |
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Europeus de Helsínquia 1994 |
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Mundiais de Gotemburgo -1995 |
A vitória nos Mundiais de Gutemburgo valeu a Manuela um Mercedes. " Mas que grande máquina! Vou escolher um verde garrafa, afinal sou do Sporting, só que também lhe digo que não é carro que faça muito o meu estilo, vai ser para o meu marido conduzir, eu vou ficar com o meu Opel Corsa."
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Jogos Olímpicos de Atlanta-1996 |
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| Em Atlanta, Manuela Machado não conseguiu fazer melhor do que quatro anos antes, em Barcelona. Voltou a ficar em sétima na maratona Olímpica, fazendo 2:31:11 | ||
Mundiais de Atenas-1997 |
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Nos Mundiais de Atenas, Manuela conquista a sua
segunda medalha de prata em Campeonatos do Mundo. Torna-se
a única maratonista a conquistar 3 medalhas em
campeonatos do Mundo.
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Europeus de Budapeste - 1998 |
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| A três dias do ataque à defesa do título de Campeã
Europeia da Maratona, Manuela Machado começou a sentir
picadelas na garganta e assustou-se. Tratada de urgência
com antibióticos, a doença não lhe chegou à alma. Foi
para a estrada e cumpriu o seu destino. Atacou aos 30
quilómetros, e " só não foi antes porque a
Sameiro não me quis dar ordem de soltura até aí".
Cortou a meta com os pés encharcados em sangue, com um
novo record dos campeonatos 2:27:10, melhorando o tempo
que Rosa Mota obteve em 1986. A maratona em grandes campeonatos só se abriu às mulheres em 1982. De Atenas 1982 a Budapeste 1998 16 anos se passaram e o título Europeu nunca saiu de Portugal. Rosa Mota ganhou os três primeiros, Manuela os dois seguintes. |
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| Jogos Olímpicos de Sidney - 2000 |
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Em Sidney Manuela Machado foi traida pela doença que
a atacou antes da prova. Terminou na vigésima primeira
posição. Manuela confessa que entrou na prova derrotada. Sentia-me péssima, sem forças, transpirava por todos os lados, tinha febre e diarreia (certamente dos medicamentos que tomara). Na noite anterior não conseguira dormir, com dores de garganta e o nariz todo entupido. Já nos dias anteriores Manuela sentira dores de garganta, mas apenas se queixou ao médico. No entanto, não tinha febre, que surgiu apenas na noite de sábado para domingo. Acordei mesmo mal, sem forças... O percurso da maratona passa, nos seus quilómetros iniciais, a ponte mais famosa de Sydney, a ponte do porto. Depois, segue pelo centro da cidade, antes de sair em direcção ao estádio olímpico. Não me lembro de nada. Falaram-me numa ponte e não me recordo de ter passado nenhuma. Falaram-me no centro da cidade e não me lembro de ver casas. Nem das pessoas ao longo do percurso. Eu só segui a linha azul que marca o percurso. E até achei o percurso fácil. Não senti nenhumas dores musculares. Ia lá só por ir, só para acabar a prova, sem lutar. Manuela confessa que muitas vezes pensou em desistir. Sim, muitas, muitas. Mas, depois, como iria para casa, para a Aldeia? Por isso me fui deixando ir. A parte final da prova, entre os 30 e os 40 km, foi percorrida em quase 40 minutos. Não tenho noção nenhuma disso. Só sei que a dada altura, numa subida, cheguei a andar. Mas não tenho a noção em que parte da prova foi. |
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Depois da prova, Manuela Machado foi conduzida à enfermaria do estádio, onde esteve mais de uma hora. Foi horrível, estava com 39,7 graus de febre mas cheia de frio. Colocaram-me placas de gelo pelo corpo, para baixar a temperatura, e deram-me soro, dois litros. Manuela diz não ter sentido medo. Estive sempre consciente, embora bastante fraca e com dores horríveis na garganta. Mas senti-me confortada por ter o dr. Paulo Beckert a meu lado. Manuela Machado, que nunca desistiu numa maratona, também nunca passara por uma enfermaria no final da prova. Acontece aos melhores... Mas tenho a certeza de que muito poucos campeões do Mundo, no meu lugar, teriam corrido. Mas eu, nem que fosse para fazer só 10 ou 15 km, teria de partir. Nunca mais me iria sentir bem se não o fizesse. |
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Fonte: ABola, Record, IAAF